Levantamento do GT Nativas, grupo criado em parceria com o governo estadual, apontou principais linhas de pesquisa em andamento; falta de recursos é um dos principais desafios para o avanço dos estudos

 silviculturanativasFoto: Antonio José Maia Guimarães/Wikimedia Commons

 

Um levantamento feito pelo Grupo de Trabalho de Silvicultura de Espécies Nativas (GT Nativas), formado pela Coalizão Brasil e pelo governo do Espírito Santo, mostrou que há uma diversidade de linhas de pesquisa em silvicultura de espécies nativas da Mata Atlântica naquele estado. Porém, também alertou que um em cada cinco projetos não tem verbas atualmente, e alguns tiveram que ser paralisados por conta disso.

O mapeamento, realizado em setembro de 2021, buscou identificar as iniciativas dedicadas à silvicultura de espécies nativas nos seus diversos sistemas de produção, restauração e preservação. Quarenta pesquisadores de instituições públicas e privadas e de empresas participaram, o que resultou em uma série de informações que ajudarão a nortear ações de fomento do setor. O desenvolvimento de um polo de silvicultura de nativas no estado é um dos focos do GT.

Principais apontamentos do estudo

Segundo o levantamento, as principais linhas de pesquisa estão relacionadas a manejo florestal, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e tecnologia de serviços florestais. Os participantes responderam a partir de uma lista baseada no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN), da Coalizão.

Ainda, com base também nas espécies listadas no PP&D-SEN, foi identificado que as principais espécies pesquisadas no estado do Espírito Santo são jacarandá-da-bahia, aroeira-da-praia/pimenta-rosa, juçara, louro-pardo e jequitibá-rosa.

Com relação aos desafios, a falta de recursos é apontada como o principal obstáculo para o avanço dos estudos e motivo para que pelo menos 30% dos projetos não tenham mudas disponíveis. Outros gargalos identificados são a carência de oportunidades para dar início às pesquisas, como a abertura de editais, e a escassez de perspectiva para a aplicação dos resultados atingidos.

Veja aqui o levantamento completo.