As duas redes promoveram estudo para identificar convergências de trabalho em torno do tema

 

b65 texto2Foto: Mácio Ferreira/Agência Pará

 

Líderes e participantes da Força-Tarefa (FT) Bioeconomia da Coalizão Brasil e do Grupo de Trabalho (GT) Bioeconomia da iniciativa Uma Concertação pela Amazônia reuniram-se em um workshop on-line no último dia 1º para conhecer os primeiros resultados da pesquisa feita pela consultoria Sense Lab sobre os pontos de convergência entre os dois grupos. Com apoio do Fundo Vale, a consultoria foi contratada para realizar entrevistas com participantes exclusivos da FT e do GT e participantes comuns a ambos.

O objetivo do trabalho é fazer um levantamento das características e fortalezas de cada uma das iniciativas, explorar as principais sinergias entre elas e determinar quais temas em bioeconomia podem ganhar mais força com esforços conjuntos e quais devem ser trabalhados separadamente.

Foram analisados quatro pontos: estrutura e governança de cada rede; estratégia e atuação de cada uma; possibilidades de sinergia entre elas; e recomendações de curto prazo.

As principais conclusões foram que as duas redes (Coalizão e Concertação) são distintas tanto na escala de atuação quanto no formato de organização, principalmente porque o modelo de governança de ambas apresenta maturidade e dinâmicas próprias. A forma de atuação das duas redes também é distinta, uma vez que a Coalizão já possui um plano de trabalho, enquanto a Concertação busca definir seu papel e criar sinergia entre os membros do seu GT.

Há, no entanto, espaço para o desenvolvimento de trabalhos em comum, segundo participantes do workshop.

 “A floresta é o lugar de encontro da Concertação e da Coalizão, então a bioeconomia da floresta e aquela que acontece em áreas de regeneração e SAF (sistemas agroflorestais) poderiam ser um ponto de convergência”, disse Carolina Genin, diretora do Programa de Clima do WRI Brasil e membro da FT Bioeconomia da Coalizão e do GT Bioeconomia da Concertação.

Este foi o primeiro de dois encontros que serão realizados entre os grupos de bioeconomia das duas iniciativas. O próximo acontecerá no dia 7 de abril.