Além do debate em torno das eleições deste ano, o movimento seguirá elaborando análises e contribuições para agendas como restauração e reflorestamento, bioeconomia e clima

b63 texto1Foto: Tamara Saré/Ag. Pará/Fotos Públicas 

Embora seja complexo fazer previsões, alguns temas e eventos já se destacam ou seguirão sendo relevantes, no ano que começa, para a Coalizão Brasil. O movimento está atento e se prepara para continuar contribuindo, por meio do diálogo amplo e aprofundado entre seus membros, parceiros e setor público, para fazer avançar a agenda de desenvolvimento sustentável para o país.

Confira algumas ações previstas pela Coalizão em 2022:

  • Contribuições ao debate eleitoral, por meio de debates sobre o desenvolvimento do país alicerçado na agenda de uso da terra: enfrentamento do desmatamento, valorização das florestas e seus recursos e desenvolvimento da bioeconomia, entre outros temas.
  • Elaboração de propostas para a regulamentação da Lei 14.119/2021, que instaura a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com salvaguardas socioambientais, que estão sendo preparadas pela Força-Tarefa (FT) PSA.
  • Coordenações de ações para implementação do Código Florestal, por meio da FT Código Florestal, que irá buscar o diálogo e articulação com diferentes entidades que também atuam nessa agenda.
  • Avanços na agenda de restauração, em consonância com a Década da Restauração de Ecossistemas da ONU. Estão previstos aprimoramentos no Observatório da Restauração e Reflorestamento, como a reestruturação do banco de dados para aumentar a performance da plataforma, e a produção de um estudo de critérios para reportar a situação da restauração no país.
  • Desdobramentos das ações relacionadas à silvicultura de espécies nativas, por meio de iniciativas já existentes, como o Grupo de Trabalho de Espécies Nativas (GT Nativas), em parceria com o governo do Espírito Santo, e o Programa de Pesquisa & Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas.
  • Atuação pela criação de uma política nacional para a bioeconomia, dando prosseguimento às recomendações da FT Bieoconomia, conforme apresentadas em seu posicionamento.
  • Continuidade de contribuições e debate relacionados às finanças verdes, como crédito rural, seguro e financiamento às práticas sustentáveis no campo.
  • Acompanhamento das pautas legislativas, em temas como regularização fundiária, concessões florestais, licenciamento ambiental e mercados de carbono.
  • Acompanhamento e participação em debates internacionais, como a COP 15 da Biodiversidade, cuja segunda parte acontecerá em Kunming (China), de 28 de abril a 5 de maio; a Conferência do Clima (COP 27), de 7 a 18 de novembro, em Sherm El-Sheikh (Egito), e a Climate Week NY, em setembro. O movimento aguarda, ainda, a confirmação da realização da Rio+30.