Evento, realizado em dezembro, também trouxe os principais destaques de 2021 e atualização do andamento dos Fóruns de Diálogo e Forças-Tarefas do movimento 

facilitadoresMarcello Brito (acima, à esquerda) deixou a cofacilitação da Coalizão Brasil; em seu lugar, entrou José Carlos da Fonseca (acima, à direita, de terno, ao lado da equipe da coordenação do movimento). Ele fará dupla com Rachel Biderman (abaixo, à esquerda). A troca de facilitação foi apresentada por André Guimarães (abaixo, à direita)

A segunda plenária de 2021 da Coalizão Brasil foi realizada em 14 de dezembro e marcada por três momentos: a mudança na facilitação do movimento, a atualização dos trabalhos dos Fóruns de Diálogo e Forças-Tarefa e um debate sobre políticas de uso da terra no pós-eleições. O evento foi feito no formato on-line e transmitido pelo canal do YouTube da Coalizão.

A plenária começou com o anúncio do novo cofacilitador do movimento: José Carlos da Fonseca Jr, diplomata e diretor-executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), assumiu no lugar de Marcello Brito, ex-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Fonseca passa a atuar ao lado de Rachel Biderman, vice-presidente sênior para as Américas da Conservação Internacional (CI), que está na facilitação da Coalizão desde dezembro de 2020.

André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), cofacilitador da Coalizão de 2018 a 2020, conduziu a transição da facilitação, agradecendo inicialmente a Brito.

“Temos uma enorme gratidão, na Coalizão e no setor de uso da terra, por você ter trazido uma visão moderna, que certamente vai se consolidar ao longo dos próximos anos”, afirmou.

Sobre Fonseca, Guimarães destacou sua participação constante nos diálogos da Coalizão. “Ter você nesta nova caminhada, com sua competência mostrada na liderança da Ibá e no setor público brasileiro, é um privilégio para nós”, completou.

Brito, por sua vez, afirmou que ser cofacilitador “foi uma experiência muito rica, porque a Coalizão é uma união de pessoas que olham para frente, para o Brasil, para o ser humano”. “Continuo à disposição do movimento, que é uma verdadeira biblioteca de inteligências trabalhando por este país”, completou.

“O que nos move é um amor profundo ao Brasil e a certeza de que podemos estar em situação melhor do que a que vigora hoje em nosso país”, disse Fonseca. “A cofacilitação é apenas um elo de uma cadeia gigantesca de 300 membros irmanados nesse desafio de construir um país melhor, que leve em consideração as diferenças, porque, aqui, buscamos convergências. Buscamos, na pluralidade de perspectivas, aquilo que nos une”.

Rachel Biderman, por sua vez, deu as boas-vindas a Fonseca e também agradeceu a Brito. “Sua contribuição foi incansável na Coalizão e em outros chapéus que veste em prol da economia de baixo carbono”, destacou.   

Confira entrevista com José Carlos da Fonseca Jr sobre as expectativas para 2022 da Coalizão.

Veja também um balanço de 2021 da Coalizão, comentado por Rachel Biderman.

Destaques do ano e atualização dos Fóruns e FTs

Após a transição da facilitação, Laura Lamonica, coordenadora executiva da Coalizão, apresentou os principais destaques de 2021. No ano, o movimento participou de importantes eventos internacionais, como a Climate Week NY, a Conferência do Clima de Glasgow (COP 26) e o Global Landscapes Forum (GLF). Foram realizados mais de 80 diálogos com representantes do poder público. A presença na imprensa também cresceu, com mais de 2.700 menções em 2021, um avanço de 67,8% em relação a 2020.

Os quatro Fóruns de Diálogo da Coalizão – Agropecuária e Silvicultura, Desmatamento, Floresta Nativa e Políticas Públicas e Instrumentos Econômicos – e suas 14 Forças-Tarefa fizeram mais de 150 reuniões em 2021. Na plenária, cada grupo apresentou um resumo de seus avanços por meio de vídeos (disponíveis no canal do YouTube da Coalizão) e de comentários dos líderes.

Para saber mais sobre os principais destaques do ano dos Fóruns, leia aqui.

Debate: o uso da terra no Brasil pós-eleições

A última parte da segunda plenária de 2021 foi dedicada ao debate “Rumo a 2030: o que esperar das políticas de uso da terra no Brasil pós-eleições", em que foram abordados temas como o desafio da ilegalidade na Amazônia, da insegurança alimentar – que, na opinião dos debatedores, será um tema-chave do debate eleitoral de 2022 –, da regularização fundiária e o papel da ciência.

Participaram do debate Ilona Szabó, presidente do Instituto Igarapé; Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global; e Mônica Sodré, diretora-executiva de Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps). A mediação foi de Marcello Brito. Para saber mais sobre como foi o debate, acesse aqui.