Press-Releases
  • 31-Mai
  • 2016

Rio de Janeiro, 31 de maio de 2016 - Nesta quarta e quinta (dias 1º e 2 de junho), acontece, na cidade do Rio de Janeiro, o seminário internacional Oportunidades Econômicas no Contexto das Mudanças Climáticas, realização conjunta da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e Museu do Amanhã, o qual sediará o evento. Especialistas brasileiros e latino americanos apresentarão soluções para restauração de florestas e passos concretos para o Brasil cumprir seus compromissos selados no Acordo de Paris (programação completa em: http://coalizaobr.com.br/index.php/evento-1-2-junho).

A Coalizão Brasil — movimento multissetorial formado por mais de 120 empresas, entidades setoriais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil — entende que a implementação do Acordo é a porta de entrada para a chamada economia de baixo carbono. Trata-se de uma nova ordem mundial, que preconiza produtos e serviços com baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE), desenvolvimento e difusão de novas tecnologias, eficiência energética, preservação e restauração de florestas, geração de emprego e renda, além de maior competitividade e relevância internacional do país.

O movimento acaba de divulgar um documento com as bases dessa agenda, ressaltando a importância de esforços coordenados entre governo e sociedade civil para que ela se concretize. A Coalizão destaca ainda a urgência de se avançar em algumas ações, como a ratificação do Acordo de Paris pelo Congresso Nacional, o fortalecimento da economia da floresta tropical e a adoção de tecnologias de baixa emissão no agronegócio. Mais do que temas de cunho ambiental, tal perspectiva envolve um projeto de país, alicerçado numa economia mais justa, responsável, inclusiva e sustentável. Veja abaixo o documento completo.


Como a ação conjunta de governo e sociedade pode viabilizaro desenvolvimento sustentável do Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial, formado no fim de 2014, por mais de 120 empresas, entidades setoriais, organizações da sociedade civil e centros de pesquisa, engajados na agenda da economia com baixa emissão de carbono, focada no uso da terra (agropecuária e florestas) e no enfrentamento das mudanças climáticas.

A agenda da Coalizão Brasil aponta na direção de um novo modelo de desenvolvimento econômico, que envolve geração de emprego e renda, incremento de infraestrutura tecnológica, eficiência energética, preservação e restauração de florestas, conservação da biodiversidade, benefícios sociais e redução dos riscos climáticos. No campo internacional, medidas adotadas dentro da perspectiva da baixa emissão de carbono são um passo importante para a relevância política do país e para sua competitividade e relevância econômica, uma vez que produtos criados com essa característica são valorizados no mercado exterior.

A Coalizão Brasil atua para implementar a chamada economia de baixo carbono, ciente de que ela representa uma saída promissora e concreta para a atual crise econômica pela qual passa o Brasil. Entre as principais realizações do movimento, ao longo de 2015, em busca desse novo horizonte, constam:

  • elaboração de 17 propostas para a agenda brasileira de mudanças climáticas, em nível nacional e internacional, com a participação de especialistas de diversas áreas de formação;
  • estabelecimento de diálogo constante com lideranças dos ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda, da Agricultura, do Planejamento e das Relações Exteriores;
  • interlocução com importantes instâncias internacionais (FAO, Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial, UN Foundation, WBCSD, B Team, We Mean Business e CIFF) comprometidas com as medidas para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a criação de um ambiente econômico favorável a uma nova ordem global nesse sentido;
  • recomendações para as metas da INDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida) apresentadas pelo Brasil no novo acordo global para o clima, o Acordo de Paris, firmado na capital francesa durante a Conferência Mundial da ONU sobre Mudanças do Clima, a COP 21, em dezembro de 2015;
  • participação ativa na referida Conferência, promovendo ou integrando dez debates sobre os desafios e oportunidades do tema no contexto brasileiro.
  • Agora, a Coalizão Brasil está empenhada em fazer avançar o cumprimento das metas do Acordo de Paris, e tudo que isso representa para a adesão do Brasil à economia de baixo carbono que se estabelecerá ao longo deste século.

Para que o compromisso internacional se concretize, faz-se necessária a ação coordenada do governo, envolvendo seus ministérios e agentes, em conjunto com a sociedade civil. Com o propósito de contribuir para tal avanço, a Coalizão Brasil ressalta a importância das ações listadas a seguir.

  • Ratificação imediata, pelo Legislativo, do Acordo de Paris, de maneira que os compromissos assumidos pelo Brasil (INDC) comecem a ser implementados, trazendo com eles impactos positivos na economia, na sociedade e no ambiente.
  • Implementação imediata e efetiva da Lei no12.651/2012 (o novo Código Florestal), que regulamenta as áreas destinadas à agropecuária e a proteção à vegetação nativa. Como primeiro passo, a Coalizão Brasil vem solicitando aos órgãos competentes o máximo de transparência ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e aos demais instrumentos legais relacionados a essa perspectiva.
  • Criação e fortalecimento de programas voltados para o desenvolvimento tecnológico da silvicultura de espécies de árvores nativas, uma vez que o país se comprometeu, no âmbito do Acordo de Paris, a restaurar 12 milhões de hectares para usos múltiplos até 2030. Tal compromisso passa por diversos modelos de restauração, para os quais o desenvolvimento tecnológico se faz crucial.
  • Promoção da agricultura de baixo carbono em larga escala, com potencial de aumentar a produtividade ao mesmo tempo em que se reduz as emissões de gases de efeito estufa. Isso pode ser alcançado por meio do desenvolvimento, disseminação e apoio financeiro à adoção de tecnologias adequadas, seja por meio do Plano ABC, do Plano Safra ou por outros mecanismos econômicos.
  • Estabelecimento de uma economia da floresta tropical, com medidas que promovam a rastreabilidade da madeira e inibam a cadeia de produtos envolvidos com desmatamento ilegal, a exemplo da ampliação dos programas de concessões públicas e, especialmente, da total transparência na concessão de licenças de manejo florestal, transporte e atividades de serraria.
  • Incremento de políticas voltadas à produção de bioenergia e biomateriais, com integração de ações que envolvam as diversas fontes (etanol de cana-de-açúcar, biodiesel de oleáceas, alcoolquímica de segunda geração e biomassa para termoenergia). O Brasil, por suas características naturais, tem muito a crescer nessas áreas.
  • Definição imediata de políticas voltadas para a valorização do carbono, incluindo as políticas nacionais de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), pagamento por serviços ambientais e mecanismos de mercado, incluindo a precificação do carbono, uma realidade mundial na qual o país deve se inserir o mais breve possível como líder.

Todas essas ações fortalecerão a posição comparativa única que o Brasil pode ter no cenário global, tornando-o destino de investimentos significativos em áreas como restauração florestal, energia e produção de alimentos.

A manutenção e inserção do país nos principais fóruns mundiais relacionados a essa questão é de grande relevância, pois o tema deve ser objeto de acordos multilaterais e bilaterais, incluindo atuação perante organismos como a Organização Mundial do Comércio.

Por todas essas questões, a Coalizão Brasil reforça que a questão do clima e da economia de baixo carbono são mais do que temas de cunho ambiental. Essa agenda deve ser assumida como projeto de país, pela riqueza de oportunidades e por se constituir como base para um desenvolvimento econômico justo, inclusivo, responsável e sustentável.

 

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br

 

CONTATO PARA A IMPRENSA

Fernanda Macedo – comunicacao@coalizaobrasil.org | (55 11) 98545-0237

  • 21-Abr
  • 2016

Evento será na próxima sexta-feira, na sede da ONU. O movimento multissetorial destaca que a sociedade brasileira continua comprometida com a agenda das mudanças climáticas, e o país não deve aproveitar as oportunidades que se abrem nesse momento histórico.

São Paulo, 21 de abril de 2016 - A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura estará amanhã, Dia da Terra, na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, que se realizará na sede da ONU, em Nova York. O evento contará com 60 chefes de Estado, inclusive, a presidente Dilma Rousseff, e inicia o processo de ratificação do histórico tratado para o enfrentamento das mudanças climáticas, acordado em dezembro de 2015, na COP 21.

"O Brasil precisa ratificar o Acordo o mais breve possível e cuidar para que o processo receba endosso do Legislativo rapidamente”, afirma Roberto Waack, presidente do Conselho da Amata e membro da Coalizão Brasil. O empresário está em Nova York junto com outros integrantes do movimento. “Vamos para indicar que a sociedade brasileira continua comprometida. Os projetos não estão parados e a Coalizāo é um exemplo de trabalho permanente nessa agenda”, completa.

A Coalizão Brasil, movimento multissetorial, com mais 120 integrantes, salienta o enorme potencial do país para ser um dos maiores líderes da revolução tecnológica para uma economia em novas bases, uma vez que domina as técnicas de baixo carbono necessárias para tanto. A liderança do Brasil é ainda mais desejável diante do conturbado cenário institucional, para acelerar a instalação dessa nova economia, inclusiva e sustentável.

Para a presidente executiva da Ibá, Elizabeth de Carvalhaes, que também participará da cerimônia, o momento é de reorganização setorial. "Entre os pontos centrais estão: manter estabilidade do Código Florestal e montar programas de médio e longo prazos para desenvolvimento tecnológico em restauração e agricultura de baixo carbono”, observa. Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, viajou a Nova York para o evento e destaca que a agenda das mudanças climáticas é estratégica e precisa ser tratada como tal. “Reduzir emissões é fundamental para o clima, mas também traz inúmeras oportunidades para a economia do país. É a boa notícia para um país que hoje enfrenta grandes desafios.”.

Para que o Acordo de Paris entre em vigor, é preciso que ele seja ratificado por no mínimo 55 países, representando, pelo menos, 55% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). O Brasil é um protagonista importante. Está entre os dez maiores emissores mundiais, é um dos maiores produtores de alimentos do planeta e abriga 12% das florestas do globo, que representam o maior estoque de biomassa (portanto, de carbono) do mundo.

Em sua INDC (contribuições nacionalmente determinadas contra as mudanças climáticas), o Brasil propôs metas absolutas de redução de GEE: 37% até 2025 e 43% até 2030, com base em 2005. O cumprimento dessas medidas envolve as áreas de agricultura, florestas e energia. “Vê-se necessária muita determinação e coordenação da sociedade, do setor privado e do Estado para concretizarmos as metas e promovermos transformações positivas e reais", conclui o empresário e empreendedor socioambiental Guilherme Leal. Hoje, Guilherme participa de um debate sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, convocado pela ONU, devido à sua forte relação com a questão das mudanças climáticas.

 

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br

 

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  • 14-Abr
  • 2016

São Paulo, 14 de abril de 2016 - A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura participa, nesta semana, de dois importantes eventos internacionais que mostram que os múltiplos desafios e oportunidades trazidos pelas mudanças climáticas estão no topo da agenda de lideranças do mercado financeiro internacional. O primeiro acontece hoje: um debate, em Washington, que integra a programação estendida das Spring Meetings, conferências do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional que reúnem ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir o progresso dos trabalhos das duas instituições, aspectos globais de desenvolvimento, economia e mercado.

Desde terça-feira, já estão em curso uma série de seminários e debates relacionados às reuniões principais, que vão de amanhã a domingo. Dentro dessa programação, Roberto Waack, presidente do Conselho da Amata, fará uma apresentação sobre a Coalizão Brasil — movimento multissetorial com mais de 120 integrantes engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas. O painel intitulado "Think Forests: Why investing in forests is the next big thing", contará com representantes de governos da Noruega, Moçambique e Colômbia, além do próprio Banco Mundial, e terá transmissão ao vivo pela internet, e de livre acesso, entre 15h30 e 17h (horário de Brasília).

Waack abordará a importância das florestas e o engajamento dos setores florestal e agropecuário, que impulsionaram a fundação da Coalizão Brasil, em dezembro de 2014, movimento que, desde então, vem atuando intensamente para colocar em prática no país a chamada economia de baixo carbono. Texto publicado pelo empresário no blog do Banco Mundial indica como o capital natural, intelectual, social e institucional do Brasil podem virar a chave da economia para um desenvolvimento com menos emissão de carbono, mais sustentável e inclusivo.

Mercado de carbono

A Coalizão Brasil também estará representada, na sexta, 15 de abril, na primeira Assembleia de Alto Nível do Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC), grupo liderado pelo Banco Mundial com participação de instituições de vários países, que tem como objetivo consolidar o caminho para os mecanismos de precificação de carbono. O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e o secretário geral da OCDE, Angel Gurría, além de ministros de finanças e de meio ambiente de países como Noruega, China e Canadá estão entre os participantes confirmados.

Vale ressaltar que, na semana seguinte, em 22 de abril (sexta-feira), Dia da Terra, membros da Coalizão participarão da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede da ONU, em Nova York. De caráter simbólico e político, o evento abre o período para ratificação do histórico tratado, firmado em dezembro do ano passado, na Conferência Mundial do Clima, a COP 21. O Acordo entra em vigor quando for ratificado por mais de 55 países, que respondam por, pelo menos, 55% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Para Roberto Waack, a participação da Coalizão nesses eventos demonstra que o engajamento nas mudanças climáticas continua a ser prioritário no Brasil. "A sociedade brasileira permanece fortemente comprometida com os desafios pós-COP 21. Entramos na fase de implementação do Acordo do Clima, que direcionará o país para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, justo e competitivo, seguindo a tendência histórica que já se delineia neste século.”

Além de Waack, outros representantes da Coalizão participarão da cerimônia de ratificação, como a presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Elizabeth de Carvalhaes, e o empresário e empreendedor socioambiental Guilherme Leal. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, que também acompanhará o evento na ONU, esse é um momento marcante e fundamental. “A ratificação precisa ter efeitos práticos e rápidos em nossas políticas e investimentos. Um país em dificuldade econômica deveria optar pelo desenvolvimento que prioriza as soluções virtuosas, com as propostas pela Coalizão, em que os ganhos para o clima estão associados a benefícios econômicos, com avanços de competitividade e geração de empregos.”

 

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br

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Coalizão Brasil apresenta, hoje, propostas em
encontro do Banco Mundial

São Paulo, 14 de abril de 2016 - A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura participa, nesta semana, de dois importantes eventos internacionais que mostram que os múltiplos desafios e oportunidades trazidos pelas mudanças climáticas estão no topo da agenda de lideranças do mercado financeiro internacional. O primeiro acontece hoje: um debate, em Washington, que integra a programação estendida das Spring Meetings, conferências do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional que reúnem ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir o progresso dos trabalhos das duas instituições, aspectos globais de desenvolvimento, economia e mercado.

Desde terça-feira, já estão em curso uma série de seminários e debates relacionados às reuniões principais, que vão de amanhã a domingo. Dentro dessa programação, Roberto Waack, presidente do Conselho da Amata, fará uma apresentação sobre a Coalizão Brasil — movimento multissetorial com mais de 120 integrantes engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas. O painel intitulado "Think Forests: Why investing in forests is the next big thing", contará com representantes de governos da Noruega, Moçambique e Colômbia, além do próprio Banco Mundial, e terá transmissão ao vivo pela internet, e de livre acesso, entre 15h30 e 17h (horário de Brasília).

Waack abordará a importância das florestas e o engajamento dos setores florestal e agropecuário, que impulsionaram a fundação da Coalizão Brasil, em dezembro de 2014, movimento que, desde então, vem atuando intensamente para colocar em prática no país a chamada economia de baixo carbono. Texto publicado pelo empresário no blog do Banco Mundial indica como o capital natural, intelectual, social e institucional do Brasil podem virar a chave da economia para um desenvolvimento com menos emissão de carbono, mais sustentável e inclusivo.

Mercado de carbono

A Coalizão Brasil também estará representada, na sexta, 15 de abril, na primeira Assembleia de Alto Nível do Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC), grupo liderado pelo Banco Mundial com participação de instituições de vários países, que tem como objetivo consolidar o caminho para os mecanismos de precificação de carbono. O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e o secretário geral da OCDE, Angel Gurría, além de ministros de finanças e de meio ambiente de países como Noruega, China e Canadá estão entre os participantes confirmados.

Vale ressaltar que, na semana seguinte, em 22 de abril (sexta-feira), Dia da Terra, membros da Coalizão participarão da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede da ONU, em Nova York. De caráter simbólico e político, o evento abre o período para ratificação do histórico tratado, firmado em dezembro do ano passado, na Conferência Mundial do Clima, a COP 21. O Acordo entra em vigor quando for ratificado por mais de 55 países, que respondam por, pelo menos, 55% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Para Roberto Waack, a participação da Coalizão nesses eventos demonstra que o engajamento nas mudanças climáticas continua a ser prioritário no Brasil. "A sociedade brasileira permanece fortemente comprometida com os desafios pós-COP 21. Entramos na fase de implementação do Acordo do Clima, que direcionará o país para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, justo e competitivo, seguindo a tendência histórica que já se delineia neste século.”

Além de Waack, outros representantes da Coalizão participarão da cerimônia de ratificação, como a presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Elizabeth de Carvalhaes, e o empresário e empreendedor socioambiental Guilherme Leal. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, que também acompanhará o evento na ONU, esse é um momento marcante e fundamental. “A ratificação precisa ter efeitos práticos e rápidos em nossas políticas e investimentos. Um país em dificuldade econômica deveria optar pelo desenvolvimento que prioriza as soluções virtuosas, com as propostas pela Coalizão, em que os ganhos para o clima estão associados a benefícios econômicos, com avanços de competitividade e geração de empregos.”

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  • 14-Mar
  • 2016

Em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas foram eleitos dois titulares e dois suplentes de organizações sociais para a Comissão Nacional de REDD+. Porém, a composição permanece desequilibrada, uma vez que os outros 11 assentos — e mais 11 suplentes — são das três esferas de governo.


A Coalizão Brasil, Clima Florestas e Agricultura participou da reunião do FBMC (Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas), realizada em Brasília (DF), em 11/03, e reafirmou a defesa de mais assentos para a sociedade civil na Conaredd (Comissão Nacional de REDD+), com ao menos uma vaga para representação empresarial, setor vital para a viabilização no país de políticas de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

Luana Maia, coordenadora geral da Coalizão Brasil, esteve no encontro que definiu os participantes da comissão e ressaltou a importância de uma governança clara e inclusiva de todos os setores e atores relevantes na implementação de REDD+ no país. “A Coalizão tem mostrado que é possível conciliar interesses distintos e criar uma base comum de diálogo. No caso das políticas de REDD+, o desafio não é diferente. Se de um lado temos os povos indígenas e as comunidades tradicionais mais diretamente impactados, a articulação de empresas e de ONGs é fundamental para o sucesso efetivo dessas políticas públicas e de interesse nacional. Por tudo isso, o setor privado precisa ter espaço nas instâncias decisivas para a implantação de soluções no Brasil, caso do mecanismo de REDD+”.

A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e o CNS (Conselho Nacional dos Seringueiros) ficaram como titulares da sociedade civil na Conaredd. As entidades ambientalistas, participantes do Observatório do Clima ocuparão uma vaga de suplência. A outra será exercida pela chamada Carta de Belém, grupo de entidades socioambientais que se opõe a mecanismos de mercado para redução de emissões, como o REDD+. A Coalizão não se candidatou, porque entende que é necessário abrir espaço para mais vagas.

Os membros eleitos decidiram vincular o exercício da função a uma série de revisões na estrutura e no funcionamento da comissão. Se elas não forem realizadas, esses integrantes vão se retirar da Conaredd. As condicionantes são:

• o regimento da comissão deve ser objeto de consulta pública;
• ele também deve prever que as decisões serão tomadas por consenso e não por simples maioria;
• titulares e suplentes participarão de todas as reuniões;
• a comissão buscará ampliar a paridade entre sociedade e governo, criando, por exemplo,uma vaga para a iniciativa privada;
• as câmaras técnicas devem conciliar representatividade regional e de gênero, além de incorporar conhecimentos tradicionais.

Criada pelo decreto presidencial 8.576/2015, em novembro passado, pouco antes da COP 21, a Conaredd é a principal instância deliberativa das políticas de REDD+. Na prática, ela definirá os critérios para captação, distribuição e execução de recursos financeiros desse mecanismo internacional, bem como os critérios para credenciamento de instituições que poderão acessar tais recursos.

 

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  • 10-Mar
  • 2016

Adoção em escala de práticas de baixo carbono e aumento de crédito para quem as adota são algumas das estratégias no campo que podem contribuir com as metas brasileiras para o clima, sem perda de produtividade

São Paulo, 8 de março de 2016 - Oito propostas que permitem à agropecuária brasileira reduzir significativamente suas emissões de gases de efeito estufa foram listadas em documento recém-lançado pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Elaboradas com base em estudos e tecnologias já existentes, elas incluem a adoção de práticas como recuperação de pastagens degradadas, intensificação moderada da bovinocultura de corte e fim do desmatamento ilegal. "Além de oferecer contribuições para o Brasil cumprir os compromissos firmados no âmbito do Acordo de Paris, esse conjunto de medidas também permite manter e mesmo aumentar a competitividade e a produtividade do setor", afirma Luiz Cornacchioni, diretor executivo da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

  • 12-Dez
  • 2015

O Acordo de Paris, fechado hoje, dia 12 de dezembro de 2015, representa um marco histórico para um novo tempo de desenvolvimento sustentável com segurança climática no globo.

Entre outros, o acordo:
- consolida a ambição de limitar o aumento da temperatura global bem abaixo de 2oC e com esforço de ficar abaixo de 1,5oC.
- ao mesmo tempo que reconhece que as INDCs estão longe de serem suficientes para assegurar menos de 2oC, garante um regime de ciclos de revisão e de ampliação de compromissos e financiamento a cada 5 anos (começando em 2020) que ajudam a criar as condições que se atinja o objetivo de 2oC/1,5oC no longo prazo.
- embora não aponte um ano exatamente para o pico das emissões, aponta o compromisso para atingir um balanço entre emissões e remoções antrópicas para a segunda metade deste século.
- consolida a mobilização de US$ 100 bi anuais, a partir de 2020, para apoiar o desenvolvimento com mitigação e adaptação em países em desenvolvimento, prioritariamente, e também abre a oportunidade para múltiplas modalidades de financiamento e de investimento para viabilizar a economia de baixo carbono em todo o planeta.