Ministro do Meio Ambiente e presidente do Ibama visitam área de manejo florestal sustentável na Amazônia

06 Fevereiro 2017

São Paulo, 6 de fevereiro de 2017 – O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, a presidente do Ibama, Suely Araújo, e o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará, estarão no município de Itacoatiara (AM), na próxima quarta-feira, 8 de fevereiro, para conhecer uma área de manejo florestal certificada. O convite, feito pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, tem o propósito de mostrar aos representantes do governo que o manejo sustentável de uma floresta é uma atividade econômica viável e lucrativa, que gera emprego e renda, além de promover a conservação da biodiversidade. Na pauta, também estará a transparência do DOF (Documento de Origem Florestal).

A área a ser visitada, de 500 mil hectares, pertence à Precious Woods, empresa de capital aberto de origem suíça que, desde 1997, tem toda sua produção de madeira certificada. “Em meio à atividade produtiva, realizada no terceiro maior município do Amazonas, a floresta mantém-se preservada, assim como o nível de biodiversidade”, explica Jeanicolau de Lacerda, assessor da Precious Woods Holding. “Com a visita do ministro do Meio Ambiente e da presidente do Ibama queremos solidificar o compromisso do governo com uma política de estado que dê maior atenção ao tema das florestas, essencial para uma economia baseada em baixas emissões de carbono, que promove inclusão, geração de renda e empregos, preservação dos recursos naturais e respeito às comunidades locais”, afirma Marcelo Furtado, facilitador da Coalizão Brasil.

Participarão do encontro representantes da Amata, FSC Brasil, Imaflora, Instituto Arapyaú, Instituto BVRio, Precious Woods e WWF. Essas instituições integram o Grupo de Trabalho de Economia da Floresta Tropical da Coalizão, que atua para acabar com a ilegalidade de produtos madeireiros provenientes de florestas nativas e para ampliar a área de manejo florestal sustentável e rastreada no país. O mercado da madeira tropical gera mais de 200 mil empregos diretos e produz aproximadamente 13 milhões de m3 de tora/ano, gerando uma renda bruta anual de R$ 4,3 bilhões. “No Brasil, porém, 80% da madeira vendida no mercado nacional não tem certificação e possui indícios de ilegalidade”, afirma Pedro Moura Costa, presidente executivo do Instituto BVRio.

Para solucionar essa situação, a Coalizão defende a transparência das informações do setor como item fundamental. Assim, durante a visita, os membros do movimento tratarão sobre a necessidade de acesso público aos dados de documentos e autorizações relacionados à exploração, ao transporte e à comercialização da madeira tropical. “A abertura dessas informações permitirá cruzamentos e comparação de dados para identificar onde ocorrem irregularidades; também contribuirá para a elaboração de políticas públicas e ações, trazendo o setor para a legalidade”, salienta Leonardo Sobral, gerente da área de Certificação Florestal do Imaflora.

A exigência de documentos que atestem origem sustentável e legal do produto madeireiro em compras públicas, preferencialmente com certificação, é outro item defendido pelo GT. “A certificação contribui para rastreamento e garantia de legalidade do produto, desde a sua origem até o consumidor final”, afirma Aline Tristão Bernardes, diretora executiva do FSC Brasil. “Se o governo, que é o maior comprador de madeira do país, passar a exigir que projetos próprios, ou por ele financiados, adquiram produtos florestais rastreados, daremos um grande passo para estabelecer um novo parâmetro de consumo e reduzir a ilegalidade da madeira tropical no país".

 

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou com o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 150 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br

 

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