Coalizão destaca importância do poder público no combate à madeira ilegal

 

Foto: Altomedia/123Rf.com

 

Em novo posicionamento que a Coalizão Brasil divulgou no dia 19 de novembro, o movimento afirma que o comércio ilegal de madeira no País só será combatido quando todos os setores, incluindo o poder público, assumirem sua responsabilidade. O documento também foi enviado à Presidência, à Vice-Presidência e outros representantes do governo.


Mais de 90% do desmatamento no País é realizado ilegalmente, com índices parecidos na exploração florestal. A ilegalidade e a falta de comando e controle geram insegurança jurídica e fazem com que se percam oportunidades de promover uma economia que gere benefícios muito além do econômico.


Por isso, diz o texto, “a Coalizão Brasil vê com esperança a manifestação de diversas vozes da sociedade que têm vindo a público externar sua preocupação e compromisso com a sustentabilidade”. Destaca, no entanto, “o papel crucial do poder público, já que empresas e investidores não têm – e nem deveriam ter – poder de polícia para lidar com invasões, roubo de madeira e outras ilicitudes que contaminam a cadeia de produção, atingindo os mercados nacional e internacional e reforçando outras atividades ilegais”.


E conclui que o país tem tecnologia e conhecimento suficientes para “eliminar imediatamente” a ilegalidade na produção de madeira, precisando apenas de integração de esforços, cooperação e responsabilidade nessa direção.

 

Repercussão positiva e resposta do governo


O posicionamento, intitulado “O Brasil só vencerá o comércio ilegal de madeira se todos assumirem sua responsabilidade”, repercutiu na imprensa.


Veículos como O Estado de S.Paulo e Jornal Nacional noticiaram o posicionamento. André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e cofacilitador da Coalizão Brasil, participou de matéria do Jornal Hoje, da Globo. O jornalista Reinaldo Azevedo falou sobre o posicionamento da Coalizão em sua coluna no UOL.


Atendendo a imprensa, o vice-presidente da República e presidente do Conselho da Amazônia, general Hamilton Mourão, comentou o conteúdo do documento, lembrando que já havia conversado com representantes da Coalizão sobre o assunto alguns dias antes, em uma audiência.


A audiência dos representantes do movimento com o vice-presidente ocorreu no dia 10 de novembro. Na ocasião, André Guimarães, José Carlos da Fonseca Júnior, diretor executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e Roberto Waack, conselheiro da Marfrig, entregaram a Mourão o documento das 6 ações para queda rápida do desmatamento.


Acompanhe a Coalizão na mídia na página de Clipping do site do movimento.