Amazônia Possível lança guia com princípios para empresas atuarem na região

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A iniciativa Amazônia Possível lançou em agosto o guia “10 Princípios Empresariais para uma Amazônia Sustentável”, que apresenta pontos fundamentais para empresas que atuam ou que queiram atuar de maneira responsável na região, promovendo o seu desenvolvimento sustentável.

Os princípios elencados no documento podem ser usados como um norte para a elaboração de planejamento estratégico e para o exercício de priorização de projetos, para que tenham mais impactos positivos na ponta das cadeias produtivas. Esses princípios incluem a eliminação do desmatamento ilegal da cadeia produtiva da empresa, o fortalecimento de comunidades e fornecedores locais para gerar impacto social positivo e a importância de investir em pesquisa e desenvolvimento para o uso sustentável dos recursos naturais, entre outros.

O guia correlaciona os dez princípios à Agenda 2030, mapeia iniciativas já existentes que podem apoiar a empresa a aprimorar as suas atividades de forma convergente a um desenvolvimento sustentável na região e dá visibilidade para cases empresariais locais de sucesso, para mostrar que é possível alinhar produção e conservação.

Para fazer o download do guia, acesse a homepage da Amazônia Possível.

 

O que é a Amazônia Possível

A Amazônia Possível é uma iniciativa formada pela Coalizão Brasil, CEBDS, Instituto Arapyaú, Instituto Ethos, Rede Brasil do Pacto Global e Sistema B, e tem como objetivo se tornar um movimento do setor empresarial brasileiro para a construção de propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da região. Foi lançada em setembro de 2019, durante a Climate Action Summit em Nova York.

Na ocasião, Guilherme Leal, cofundador da Natura e membro do Grupo Estratégico da Coalizão Brasil, afirmou que “não é possível postergar nossas ações, precisamos unir nossos esforços para nos desviarmos desse rumo dramático que é a crise climática e a atual situação da Amazônia. Os problemas não serão resolvidos isoladamente pelo governo, pelo setor privado, academia ou pela sociedade civil. Precisamos de uma proposta conjunta”. No canal do YouTube da iniciativa, você encontra vídeos sobre como foi o lançamento na Climate Action Summit.

Para desenvolver os dez princípios, a iniciativa fez uma chamada pública logo após o lançamento, para mapear os principais desafios enfrentados pelas empresas em suas operações na região amazônica, identificou cases empresariais de boas práticas e propôs um esboço inicial.

A iniciativa também foi apresentada na COP 25, em Madri, onde ela realizou debates sobre o combate ao desmatamento ilegal e os desafios da rastreabilidade da carne e sobre iniciativas empresariais que já existem na região. Na ocasião, foi feito um novo chamamento para que empresas, governo e sociedade civil enviassem suas contribuições para aprimorar os princípios. A partir dessas respostas e da colaboração das equipes técnicas das instituições da iniciativa e de especialistas em Amazônia, chegou-se à versão final do documento.