Coalizão tem reunião com vice-presidente Mourão sobre ilegalidade na Amazônia e lança carta sobre o tema no dia do Meio Ambiente

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Representantes da Coalizão Brasil participaram, em 26 de maio, de uma conferência on-line com o vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho da Amazônia. O objetivo foi apresentar e colocar o movimento à disposição para contribuir na construção de uma estratégia de combate à ilegalidade na floresta amazônica – a principal preocupação da Coalizão na região.

Participaram André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), e Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), ambos cofacilitadores da Coalizão; também Sylvia Coutinho, presidente do UBS no Brasil, e Paulo Hartung, presidente executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Os participantes apresentaram a Coalizão, destacando que o potencial deste grupo está na diversidade dos diferentes setores. Foram expostas as preocupações ambientais do movimento e a possibilidade de contribuir de forma propositiva para a atuação do Conselho.

Entre os pontos destacados pelo Vice-Presidente durante a conversa estão a presença das Forças Armadas na Amazônia até 2022, o desafio de aumentar o efetivo das agências ambientais para o combate à ilegalidade, a necessidade de regularização fundiária, a assistência técnica e rural, o crédito de carbono e os pagamentos por serviços ambientais.

A partir desse primeiro contato, foi designado um ponto focal do gabinete para dar encaminhamento ao diálogo com a Coalizão. Dessa maneira, o movimento espera contribuir ativamente para o trabalho do Conselho e reforçar o papel dos diferentes setores da sociedade nessa agenda.

Na sequência a essa reunião, a Coalizão lançou, no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, a carta O Brasil e o mundo dependem da Amazônia: ela não merece ser destruída pela ilegalidade. O documento visa chamar atenção para o grave cenário de desmatamento e incêndios ilegais na região e que representam sério risco à biodiversidade, ao clima e à segurança hídrica. Como consequência, prejudicando seriamente as populações tradicionais e a reputação do Brasil internacionalmente.

Esse posicionamento externou ainda a preocupação do movimento com medidas que colocam em risco o setor de fiscalização, como as exonerações que aconteceram no Ibama e o processo de homologação da instrução normativa da Funai para regularizar fazendas em terras indígenas. Reforçou, ainda, a prontidão da Coalizão em acompanhar essas questões e a disposição de dialogar com o Conselho da Amazônia sobre esses e outros pontos que colocam em risco a proteção à floresta.