Vídeos mostram como funciona o roubo de terras públicas na Amazônia

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Foto: Divulgação

A campanha Seja Legal com a Amazônia, que atua pelo fim da grilagem e roubo de terras públicas na Amazônia e tem o apoio da Coalizão Brasil, realizou uma série de entrevistas com quatro Procuradores da República que integram a Força-Tarefa (FT) Amazônia, e o resultado pode ser conferido nos vídeos lançados em fevereiro nas redes sociais do movimento e de outros parceiros apoiadores da campanha.

Os procuradores Ana Carolina Bragança, Fernando Soave, Joel Bogo e Tatiana Versiani participam dos vídeos, explicando o trabalho da FT e como as redes criminosas operam no roubo de terras públicas na região.

O primeiro vídeo, “Grilagem, desmatamento e violência”, foi lançado no dia 13 de fevereiro, poucos dias antes de um seminário que o Ministério Público Federal promoveu para debater os crimes que acontecem na Amazônia, e também três dias depois da PGR anunciar a renovação por mais um ano do trabalho da FT Amazônia.

Assista aos vídeos e compartilhe!
Vídeo 1: Grilagem, desmatamento e violência 
Vídeo 2: O trabalho da Força-Tarefa Amazônia 
Vídeo 3: Como operam as redes criminosas que roubam terras públicas na Amazônia 

 

Campanha pede fortalecimento da Força-Tarefa da Amazônia

A campanha Seja Legal com a Amazônia foi lançada em setembro de 2019 e tem como foco o combate à grilagem e à invasão de terras públicas no bioma, áreas que incluem Territórios Indígenas, Unidades de Conservação e florestas públicas não destinadas – ou seja, aquelas que pertencem à União, mas não possuem uso específico. Tais áreas são foco de roubos de madeira, queimadas, criminalidade e corrupção, causando danos a ecossistemas, à biodiversidade e à imagem e reputação internacional do agronegócio brasileiro e às comunidades da região.

Cerca de 60% das florestas da Amazônia estão em terras públicas, sendo que 44% do desmatamento ocorrido na região em 2019 foram nessas áreas, segundo dados do IPAM.

O site sejalegalcomaamazonia.org.br explica os principais objetivos da campanha, que pede medidas efetivas dos poderes públicos para desafios como a resolução de conflitos fundiários. Entre elas está, justamente, o pedido para o fortalecimento da Força-Tarefa Amazônia, que agora já tem pelo menos mais um ano de trabalho oficialmente aprovado pela PGR, embora ainda precise de mais recursos, bem como de tempo e outros procuradores dedicados ao tema.

A campanha busca ainda sensibilizar e mobilizar a população para esse problema. No site, é possível assinar um manifesto e enviar por e-mail para o Procurador Geral da República e para o Ministro da Justiça, pedindo apoio às medidas para combater essas ilegalidades na Amazônia. O roubo de terras públicas é um dos grandes vetores do desmatamento e da violência na região, mas ainda é um crime pouco conhecido.