Coalizão Brasil e Serviço Florestal Brasileiro iniciam agenda de trabalho sobre Código Florestal, concessões e silvicultura de nativas

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No dia 29 de maio, a Coalizão Brasil esteve em reunião com o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Valdir Colatto. Além de Colatto, o diretor de concessões Paulo Carneiro também acompanhou a conversa. Eduardo Bastos (AIPC), Miguel Calmon (WRI) e Fernanda Macedo (assessora de comunicação da Coalizão) representaram o movimento.


Foi o segundo encontro da Coalizão com o SFB. O primeiro, no dia 26 de abril, foi um conversa inicial com o diretor Carneiro, na qual a Coalizão apresentou sua preocupação em relação aos mais de 65 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas na Amazônia que têm sido foco de ilegalidade. Para tentar destinar essas florestas, o SFB e a Coalizão irão unir esforços na criação de três grupos de trabalho para 1) levantar todos os dados disponíveis sobre essas áreas, 2) debater soluções jurídicas (projetos de lei, decretos etc.) e 3) identificar as principais questões financeiras envolvidas nesse desafio.


Esse plano foi apresentado durante a reunião com o diretor Colatto, que apoiou a proposta e solicitou ajuda da Coalizão para promover uma reunião entre o SFB e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Ministério da Economia para aprofundar a questão das florestas não destinadas.


Outro ponto abordado na reunião foram os dispositivos do Código Florestal. Colatto afirmou que em cerca de um ano as Cotas de Reserva Ambiental (CRA) devem estar em operação. Em 2019, o foco do SFB é concluir a etapa do cadastro, com o desenvolvimento de uma plataforma de validação do CAR e apresentação do PRA. Após conclusão dessa fase, não haverá nenhum impedimento para a CRA.


Além disso, a Coalizão ressaltou as oportunidades econômicas das Reservas Legais com o cultivo de espécies nativas, como o cacau, e entregou os resultados do Projeto Verena, liderado pelo WRI.