Coalizão Brasil avança na construção de uma agenda conjunta entre os ministérios da Economia e da Agricultura

Audiência da ministra Tereza Cristina com representantes da Coalizão e Reunião da Coalizão com as equipes do ME e MAPA

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, recebeu representantes da Coalizão Brasil para uma audiência em 17 de abril, juntamente ao diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Valdir Colatto, e o assessor de Assuntos Socioambientais do MAPA, João Adrien.


Além dos facilitadores da Coalizão (André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM e Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio - Abag), também representaram o movimento: Eduardo Bastos, diretor-executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Paulo Hartung, presidente Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Rachel Biderman, diretora Executiva World Resources Institute (WRI) do Brasil, José Carlos da Fonseca, diretor de Relações Institucionais da Ibá e Fernanda Macedo, assessora de comunicação da Coalizão.


O objetivo da reunião foi apresentar a Coalizão à ministra assim como o conjunto das propostas do movimento, organizado em dois pilares principais: 1. Segurança e combate à ilegalidade e; 2. Nova arquitetura do financiamento do agronegócio.


A ministra demonstrou interesse por diversos pontos relacionados à agenda da Coalizão, com destaque para a destinação de florestas públicas não destinadas, a implementação dos dispositivos do Código Florestal e a proposta de transformar ativos financeiros em ativos econômicos, em desenvolvimento junto ao Ministério da Economia (ME).


Entre os encaminhamentos da reunião, ficou acordada a definição de uma agenda de trabalho entre a Coalizão e o SFB e a inclusão do MAPA no projeto junto ao ME.


O projeto da Coalizão com o ME, iniciado em fevereiro deste ano, tem sido desenvolvido junto à subsecretaria de Meio Ambiente e Política Agrícola, liderada por Rogério Boueri. Com o desafio de transformar ativos ambientais em ativos econômicos, o projeto busca construir um processo de alinhamento do crédito agrícola a boas práticas, como o cumprimento do Código Florestal e a adoção de práticas de agricultura de baixo carbono. Além disso, o projeto tem como objetivo estimular a participação do Brasil em mercados de carbono, que podem ajudar a atrair novos recursos para o setor agrícola que preserva além do mínimo exigido pela lei. Os setores de aviação e petrolífero têm sinalizado que irão compensar suas emissões de carbono. A preservação das florestas e a agricultura sustentável podem desempenhar papel chave nesse mercado.


Para coordenar esse projeto, foi criado o Grupo Econômico da Coalizão. Além da Coordenação executiva da Coalizão, o grupo é composto também por representantes do WRI (Rachel Biderman, Carolina Genin, Rafael Barbieri, Viviane Romeiro e Alan Batista), CEBDS (Ana Carolina Szklo, Laura Albuquerque e Fabio Guido), FGVAgro (Angelo Gurgel), CPI (Juliano Assunção), IPAM (Paulo Moutinho), Idesam (Pedro Soares), MapBiomas (Tasso Azevedo) e TNC (Fernando Veiga).


Juliano Assunção traz mais detalhes nesta entrevista ao boletim da Coalizão sobre o projeto que hoje é construído em parceria não apenas com o ME, mas também com o MAPA.