Coalizão Brasil faz balanço do ano e define próximos passos para 2019 em Plenária de membros e reunião do Grupo Estratégico

Fotos: Fernanda Macedo/Coalizão Brasil

 

Nesta semana, a Coalizão Brasil realizou sua 2ª Plenária de membros e a última reunião do Grupo Estratégico (GE) do ano. Foi feito um balanço das principais ações de 2018 e debates sobre as estratégias do movimento para 2019.


Cerca de 60 pessoas acompanharam a Plenária no dia 19 de dezembro, na FGV, em São Paulo. A reunião do GE aconteceu no dia seguinte, 20 de dezembro, no Instituto Arapyaú.


Em relação à Rota Eleições, a Coalizão Brasil apresentou os resultados da divulgação das 28 propostas aos candidatos [clique aqui para conferir o relatório com um resumo dos resultados]. Amplamente divulgadas na mídia, em eventos e nas redes sociais, as propostas foram entregues aos principais candidatos à Presidência. Antes do segundo turno das eleições, o documento ainda não havia sido entregue em mãos a um representante da chapa de Jair Bolsonaro. Mas, na semana passada, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, recebeu as 28 propostas e também a Visão de Futuro para as Florestas e a Agricultura.


A Rota Visão alcançou um importante resultado em dezembro. Após meses de trabalho coletivo envolvendo mais de 200 pessoas, entre representantes do agronegócio, entidades de defesa do meio ambiente, setor financeiro e academia, a Coalizão Brasil lançou o documento “Visão 2030-2050: O Futuro das Florestas e da Agricultura no Brasil”. A publicação foi noticiada no dia 3 de dezembro pelo jornal Folha de S. Paulo [clique aqui para saber mais]. Para o próximo ano, os Fóruns de Diálogo têm o desafio de estruturar um plano de ação para tornar a Visão uma realidade.


Além do Plano de Ação, a Coalizão Brasil planeja também um Plano de Comunicação e um Plano de Advocacy para levar as propostas das Rotas Eleições e Visão ao novo governo e outros atores. “Tantos as 28 propostas quanto a Visão foram muito bem recebidas pela sociedade. O tema foi estabelecido e está sendo discutido com mais destaque, inclusive na COP. Daqui para frente, precisamos estabelecer diálogo com o novo arranjo governamental”, comentou André Guimarães, cofacilitador da Coalizão Brasil.


O Plano de Advocacy inclui um mapeamento e diagnóstico das novas forças políticas no Brasil, a construção de pontes de diálogo com o novo governo e uma estratégia para despertar o interesse do governo eleito pela agenda de clima, florestas e agricultura.


“Se em 2018 trabalhamos nas rotas eleições e visão de longo prazo, em 2019 faremos uma fusão das mesmas para trabalhá-las de forma integrada. Ambos os documentos serão a nossa base para a construção de três planos – ação, advocacy e comunicação – e vão resultar em ações prioritárias para 2019, 2022, 2030 e 2050”, concluiu Luana Maia, coordenadora executiva da Coalizão Brasil.