Plataforma Eleições 2018 irá levar aos candidatos propostas possíveis de serem realizadas em quatro anos de mandato

Foto: Fernanda Macedo / Coalizão Brasil

Durante a Plenária de 13 de junho, a Coalizão Brasil apresentou as 28 propostas, construídas com base no Livro Verde, que irão compor a Plataforma Eleições 2018. O documento, ainda não finalizado, será entregue aos candidatos e às equipes responsáveis pelos planos de governo, como início de um diálogo que buscará influenciar o próximo governo eleito.

O objetivo é mostrar aos candidatos ações práticas e factíveis de serem realizadas no tempo de um mandato – 4 anos – que podem contribuir para o uso harmônico, inclusivo e sustentável da terra. Para isso, a Coalizão Brasil terá que construir uma narrativa que relacione a agenda de uso da terra com as principais preocupações que mobilizam os eleitores brasileiros, para que a Plataforma se torne atrativa aos candidatos.

Luana Maia, coordenadora executiva do movimento, apresentou os resultados de uma pesquisa de opinião, realizada pela Cause, que indicou que para 42% dos brasileiros o bom uso do solo está relacionado ao equilíbrio entre agricultura e floresta e, para 39%, a boas práticas agrícolas. A Cause está auxiliando a Coalizão Brasil a traçar uma estratégia de advocacy para a Plataforma, que inclui entregar o documento às assessorias técnicas dos candidatos à presidência, agendar encontros com os presidenciáveis para apresentação do documento, reuniões com os institutos dos presidenciáveis, mapear alguns candidatos a governador e apresentar o documento em alguns eventos.

Para conversar sobre essas propostas, foi promovida uma mesa de debate na Plenária, com a participação de Maia, João Paulo Capobianco, membro do conselho diretor do IDS que facilitou a elaboração da Plataforma Eleições 2018 junto ao Grupo Estratégico (GE), José Luciano Penido, presidente do conselho de administração da Fibria, Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira e Rachel Biderman, diretora executiva do WRI Brasil.

Vieira destacou a contribuição de grande partes das propostas para a implementação do Código Florestal, o incentivo a modelos economicamente viáveis de agricultura de baixo carbono e a expansão da produção de biocombustíveis e bioenergia.

Segundo Penido, “não há como o planeta atingir um padrão de emissão próximo de zero sem uma contribuição fundamental do setor agroflorestal, inclusive pelo sequestro de carbono. As florestas são a estratégia mais ecoeficiente e barata de fazer esse sequestro”.

“As 28 propostas que trazemos aqui são muito completas, mas também complexas. Traduzir para o eleitor não será fácil. Como a gente vai interagir com diferentes candidatos com uma linguagem clara e direta que permita que eles nos respondam, mas, também, que levem as propostas ao eleitor?”, destacou Biderman.

As propostas estão agrupadas em 3 grupos: 1) ordenamento territorial; 2) dinamização dos mecanismos de mercado; e 3) agropecuária de baixo carbono aliada à conservação, restauração, reflorestamento e uso sustentável das florestas. Capobianco esclareceu que as 28 propostas apresentadas na Plenária são apenas um resumo de um documento maior, que traz o contexto de cada uma, mais detalhes sobre o que está sendo proposto e uma justificativa que evidencia os benefícios de implementar as propostas. O documento completo será lançado em agosto.

Entre as contribuições da público, foram mencionadas a oportunidade de integração com plataformas de outras organizações, com foco em saúde, educação etc.; a necessidade de diálogo dessas propostas com a pauta de cidades; a importância de levar a propostas a movimentos de renovação política (como a RAPS, Bancada Ativista, AGORA etc.); a comunicação das propostas para a sociedade e a possibilidade de divulgação por meio da grande mídia. Foi apontada também a importância de fortalecer o tema da gestão de recursos hídricos nas propostas a serem apresentadas aos candidatos.

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