Iniciativas de membros são apresentadas na plenária da Coalizão

Foto: Fernanda Macedo/Coalizão Brasil

Alguns membros aproveitaram a última plenária do ano da Coalizão para apresentar estudos e iniciativas de 2017 relevantes para os atores do movimento. Ana Carolina Szklo, Diretora de Desenvolvimento Institucional do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), mediou a mesa e disse que “a ideia do painel é mostrar de que forma essas iniciativas conversam com a Coalizão e convidar todos a se juntarem a elas”.

Szklo foi a primeira a apresentar e falou sobre a Climate Smart Agriculture, iniciativa do World Business Council for Sustainable Development, lançada no Brasil pelo CEBDS. O objetivo dessa iniciativa é dar apoio ao setor agropecuário para se adaptar à realidade climática. Diferentemente da agricultura de baixo carbono, focada na redução das emissões, a agricultura climaticamente inteligente vai além e engloba também a resiliência e adaptação e também o aumento de renda e produtividade para o agricultor.

Marcos Planello, coordenador de certificação florestal do Imaflora, lançou a “Timberflow – a plataforma da madeira”, projeto que mostra o que pode ser feito, uma vez que se tem acesso aos dados abertos sobre o mercado de madeira e que, hoje, já conta com os dados do governo do Pará. Planello comentou que apoiar a abertura de dados é uma forma de dar mais escala à inciativa e, portanto, à madeira legal.

Sergio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas, trouxe os principais resultado do estudo “Qual o impacto do desmatamento zero no Brasil?”, que tem como objetivo fazer uma avaliação do que aconteceria se o desmatamento no país fosse zerado para a Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, com base em três cenários: 1) zerando totalmente o desmatamento; 2) desmatando apenas as áreas de alta aptidão agrícola; e 3) cumprindo a meta de desmatamento ilegal zero da NDC brasileira.

O impacto foi avaliado não apenas no PIB nacional, mas também no PIB dos estados, e também na geração de emprego na cadeia da agricultura. “Esse estudo traz um conjunto de ferramentas para a gente poder discutir se é viável ou não parar de desmatar em cada um desses cenários”, comentou Leitão, que defende que esses resultados podem ajudar o país a se preparar para a implementação das políticas públicas de combate ao desmatamento e seus efeitos sobre a sociedade.

Daniel Silva, pesquisador do IPAM, falou sobre os aspectos econômicos do desmatamento no Cerrado. “O Cerrado já é um hot spot para conservação – mais de 50% da sua área já foi desmatada – e, ao mesmo tempo, detém 50% da produção agrícola brasileira. Portanto ele é de suma importância para a conservação e para a produção”, comentou Silva.

Além de olhar com cuidado para a relação de produção e conservação, Silva diz que é preciso se atentar ao desmatamento provocado pelo grileiros que são, hoje, os principais responsáveis pelas derrubadas. Para isso, é preciso avançar na proteção de áreas e nos incentivos econômicos.

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