Coalizão buscará influenciar pauta das eleições 2018, dentro uma visão de 10 anos do movimento

Foto: Fernanda Macedo/Coalizão Brasil

Na última plenária de 2017, a Coalizão Brasil anunciou que pretende influenciar os debates em torno das eleições brasileiras em 2018 e buscará construir uma visão de mais longo prazo do movimento.

Nesse desafio, o Grupo Estratégico (GE) conta com o apoio de João Paulo Capobianco, membro do grupo que participou ativamente da redação do livro verde da Coalizão e da organização que ele representa, o Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), para adaptar esse livro a um formato que seja adequado para apresentação aos candidatos.

Fábio de Almeida, coordenador executivo do IDS, reforçou que a plataforma de propostas e diretrizes da Coalizão para as eleições de 2018 terá como base unicamente o livro verde, e por isso, não se trata de repactuar consensos que já fazem parte do documento. O documento tem como prazo março de 2018. Almeida apresentou um cronograma do trabalho, que inclui um resgate do fatos que embasaram as 17 propostas do livro verde, a segmentação das propostas em curto (4 anos, tempo de um mandato) e longo prazo, a apresentação das propostas aos membros da Coalizão para priorização de ações, a elaboração de uma carta compromisso e, por fim, uma sugestão de engajamento dos candidatos e de repercussão desse trabalho para que ele tenha impacto na sociedade. O trabalho irá contemplar o executivo e legislativo e não terá nenhuma vinculação partidária.

André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), comentou o contexto atual de grande expectativa para o ano de eleições no país. “Nós temos o objetivo de influenciar as eleições no ano que vem, no Brasil, mas precisamos também ter um olhar mais ampliado, de largo prazo”, afirmou Guimarães que acredita que 2018 será uma “janela de oportunidades”, pois os políticos e a sociedade estarão permeáveis a ideias novas.

Guimarães comentou também que a Coalizão “precisa sair do ‘varejo’ e ir para o ‘atacado’”, referindo-se à redução do número de manifestação públicas do movimento. No dia seguinte à plenária, o GE aprovou a decisão de suspender temporariamente os posicionamentos da Coalizão até a primeira plenária em junho do ano seguinte, para que seja possível canalizar a atenção do movimento para a plataforma 2018 e a visão de 10 anos.

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