Reunião de planejamento mira em metas até meados de 2017

 

planejamento 20out

Foto: Chiaki Karen Tada

A Coalizão deu início ao planejamento de suas ações para 2017 em reunião com cerca de 25 líderes e membros dos Grupos de Trabalho (GTs) e do Grupo Orientador (GO). Ela aconteceu em 20 de outubro, na sede da Sociedade Rural Brasileira, na capital paulista. "Este é um momento de cocriação e de levantamento inicial dos assuntos que são mais urgentes e precisarão receber maior atenção do movimento até o final deste ano e meados do próximo", afirmou a coordenadora Luana Maia. Com essa perspectiva e os objetivos de longo prazo dos GTs em mente, os participantes debateram e definiram metas de curto e médio prazos, a serem cumpridas até meados de 2017.

O GT ABC, por exemplo, elaborará diretrizes sobre assistência técnica ainda neste ano, com base nos resultados de mesa-redonda realizada em Brasília. O GT Código Florestal, por sua vez, definirá posicionamentos sobre transparência dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sobre os Programas de Regularização Ambiental (PRA) até junho do ano que vem. O grupo de Cooperação Internacional — cuja atuação é mais transversal — elaborará uma estratégia para conectar a atuação dos demais GTs com oportunidades e agendas internacionais relacionadas ao uso da terra. Na próxima reunião de GTs e GO, que acontecerá em 29 de novembro, na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em São Paulo, os grupos alinharão essas metas e um pré-planejamento de atuação para 2017.

Foco social

Durante a reunião, Fátima Cardoso, gerente geral para o Brasil da Solidaridad Network, fez uma breve análise e reflexão sobre como a Coalizão deve atuar na abordagem de questões sociais. "Uma demanda que existe dentro do movimento é a de atrair mais organizações com foco no social. Mas, antes disso, é preciso refletir internamente sobre o que isso significa e como se tratará o tema", afirmou. Assim, foi estabelecido que haverá um encontro específico para conversar sobre essa questão e delimitar o escopo de atuação do movimento.

O grupo também fez um exercício para definir como melhor usar a capacidade de advocacy da Coalizão Brasil, diante da limitação de seus recursos financeiros e humanos. A partir dessa discussão, foi acordado que os GTs irão preparar uma agenda de ações de advocacy, apontando onde e quando precisarão de apoio do Grupo Orientador e da coordenação da Coalizão para que suas agendas avancem, em especial no que se refere à articulação de alto nível com o governo. Isso ajudará o Grupo Orientador a se organizar para atender todas as demandas de advocacy, definidas como urgentes, pelos grupos.

Outros temas levantados foram a necessidade de um planejamento estratégico focado e a questão de funding das atividades da Coalizão. Na reunião de 29 de novembro, alguns membros apresentarão um esboço desse planejamento estratégico e um modelo de proposta de financiamento. Nesse contexto, a Coalizão enviou uma pesquisa para entender a percepção dos membros sobre o modelo de captação de recursos ideal para o movimento.