GT explica ações para promover restauração e reflorestamento em escala

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Foto: Anna Liebiedieva/123RF.com

O GT de Restauração e Reflorestamento apresentou, em webinar realizado no dia 26 de setembro, os caminhos para recuperar e aumentar a cobertura florestal no Brasil. Para o grupo, a restauração e o reflorestamento podem ser feitos de maneira que a área de floresta gere renda e forneça serviços ambientais.

Na primeira parte do webinar, Marina Campos, especialista em Conservação da The Nature Conservancy (TNC), apresentou duas de três ações em desenvolvimento pelo GT ainda para este ano e para o próximo. Uma delas é a construção de uma plataforma online de monitoramento de fatores críticos para viabilizar programas de restauração e reflorestamento no país. As informações estarão divididas por unidade da federação. Essa plataforma deverá oferecer, para cada estado brasileiro, informações sobre a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), informar se há política de incentivo à produção de sementes e lei para pagamento por serviços ambientais, entre outros itens. “Seria um raio-x do que o estado tem que favorece ou dificulta o ganho de escala da restauração. A partir disso, tentaríamos destravar os gargalos”, explicou Marina. A plataforma está sendo desenvolvida em parceria com o Geoflorestas, membro da Coalizão.

A outra ação é a elaboração de vídeos curtos, gratuitos e didáticos, de cinco minutos, sobre temas importantes para essa agenda de restauração e do aumento da cobertura vegetal no país. Eles contribuirão no cumprimento de um dos objetivos do GT, que é desenvolver um programa de qualificação nacional de agentes da cadeia produtiva de restauração e reflorestamento. Os temas dos vídeos serão: CAR, como fazer um diagnóstico da área de interesse, melhores técnicas e uso econômico da floresta. No momento, o GT está preparando os roteiros dos vídeos para poder solicitar orçamentos e captar recursos para sua viabilização.

Na segunda parte do webinar, foi a vez de Alan Batista, analista de investimentos do WRI Brasil, apresentar outra frente de ação do GT, que é o desenvolvimento de uma plataforma de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de espécies nativas para fins econômicos. O trabalho integra o projeto Verena, do WRI, e é desenvolvido com o GT da Coalizão, pela sinergia que apresenta com a proposta do movimento de promover pesquisa e desenvolvimento na área.

Essa plataforma deverá incluir informações sobre melhoramento genético, manejo e monitoramento de espécies nativas, além de apontar espécies que dariam retorno mais rapidamente ao investidor. “É preciso incluir pesquisa e desenvolvimento para que os plantios de espécies nativas sejam percebidos como investimentos com alto retorno”, afirmou Batista. “Como para cada espécie são anos de investimentos, o que se discutiu dentro do grupo é focar em poucas espécies-chave, sobre as quais já exista certo conhecimento e que tenham bastante representatividade em biomas, além de mercado estabelecido.”

O GT desenhou como seria a governança dessa plataforma, que terá um fundo gestor, para poder obter recursos e dar início ao projeto. O grupo pretende realizar um seminário ou workshop, em novembro, em parceria com ministérios, como o da Agricultura e do Meio Ambiente, para dialogar sobre a plataforma e entender como obter fundos.

Assista ao vídeo do webinar aqui